
Capa Negra afirma ter a melhor “Francesinha” da cidade. Se visitar Porto, tem de experimentar esta versão selvagem do croque-monsieur que inclui um bife, linguiça, fiambre, queijo e um molho picante inesquecível. A maioria dos restaurantes afirma ter o melhor segredo para preparar este prato, o que causa um debate aceso entre os habitantes de Porto, mas o Capa Negra tem realmente um argumento nesta discussão.
O nome “Capa Negra” surgiu do traje académico preto, com capa, usado pelos estudantes universitários em Porto, criado para evitar distinções económicas baseadas no aspeto.
A decoração dos anos 80 confere charme ao ambiente vibrante do restaurante. Aqui encontra-se todo o tipo de gente: casais, clientes idosos solitários que vêm para a sua habitual cerveja com petisco, refeições de negócios ou grupos de amigos. Pode escolher entre o balcão ou as mesas. A rotatividade em ambos os locais é incrível, mas pode demorar o seu tempo a saborear a sua refeição.
Costumo dar-me ao luxo de comer muitas calorias sempre que vou cá. Começo com um creme de marisco, depois um rissol de carne – fazem os melhores da cidade! – e a seguir dividimos um pica-pau, que é um prato feito com cubos de bife, bacon, chispe fresco, chouriço, tudo envolvido no molho da Francesinha… uma delícia!

No Capa Negra pode também ter uma refeição mais tradicional, mas igualmente deliciosa: bife, bacalhau ou marisco. Há também sobremesas de comer e chorar por mais, se conseguir abrir espaço para elas. Sim, o Capa Negra tem tudo, incluindo uma localização privilegiada: se descer a Rua do Campo Alegre, pode virar à direita na Rua do Bom Sucesso e encontrar o rio Douro ou seguir em frente, passar a Praça da Galiza, e chegará ao “Jardim do Palácio de Cristal”.
Uma coisa de que adoro no Capa Negra é que se pode jantar tarde ou até fazer um lanche simples se estiver a regressar do teatro a horas tardias, por exemplo. Capa Negra fecha às 2h!


